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Há dez anos, quando entrei na Faculdade de Ciências Aeronáuticas (FaCA) da PUCRS, comecei a levar a sério a hipótese de um dia ter que morar em São Paulo. Em todo este tempo pesando possíveis prós e contras de tal mudança, apenas um fato permaneceu como vantagem indiscutível: a vida cultural, com farta oferta de shows e demais atrações internacionais.
Desde a mesma época, quando ouvi Crash pela primeira vez, Dave Matthews Band tem se mantido no meu Top 3 de bandas a cujos shows gostaria de assistir. A mesma Dave Matthews Band que, adivinhem?, fará show em São Paulo no final de setembro. Melhor: vai ser razoavelmente perto de casa, e de lambuja ainda terá Ben Harper.
Agora, resta a dúvida se irei ao festival Orloff Five para ver The Hives e Melvins. Afinal de contas, a oferta de atividades culturais é farta, mas minha conta bancária ainda está longe disso.
(foto do Flickr de oceanfrog)
Ela não chegou a escrever isso na porta do banheiro, mas deixou alguns pedaços pelo caminho que servem igualmente de lembrança. No caminho de Santiago (no Chile, não de Compostela), dna. Mirella fez tão breve quanto agradável escala na capital paulista, para onde desde já começo a campanha para trazê-la, tão cedo quanto lhe for conveniente.
Normalmente prolixa em suas fotografias, desta vez resolveu abster-se da prática e, por isso, não temos documentação de nosso domingo cultural. Impressões que ficaram:
Passado o domingo cultural, sobrou tempo apenas para um breve passeio pela Vila Madalena, na segunda-feira, antes de sua carona chegar e levá-la para a Serra da Mantiqueira Cantareira, onde passará a noite em companhia do pai. Amanhã, bem cedinho, destino Guarulhos, com direção a Santiago (sim, no Chile). Mas no fim do mês, nos vemos novamente, agora em Porto Alegre, para uma festança de aniversário que promete muita confusão.
Uma freqüente reclamação feita pelos que ficam, em relação àqueles que mudam-se de cidade, é de começarem a falar de pessoas exclusivas de seu novo mundo como se fossem conhecidos de longa data. Além disso, o Emiliano diz achar que estou morando em um aparelho do MR8, devido à falta de pessoas nas fotos de casa.
Assim, começo a apresentar-lhes as pessoas mais constantes nesta minha vida paulistana. E nada mais justo e inevitável do que fazê-lo começando pelo Gabriel, o rapaz tão bem retratado na fotografia acima, de autoria de Pedro Jansen.
Quando entrei na Live, há mais de um ano, ele era um ser um pouco misterioso, o psicólogo que vivia viajando para fazer pesquisas e cujo trabalho eu não compreendia inteiramente. Mal sabia eu que tínhamos estudado no João XXIII na mesma época, que ele era primo do Beto, e que tínhamos vários amigos em comum (23, segundo o Orkut).
Além disso, é certamente o principal culpado por hoje eu estar em São Paulo, e por morar nesta casa. E, claro, minha fonte oficial de motorização na cidade (seja em caronas para a Live, ou em empréstimos automotivos para deslocamentos eventuais, devidamente retribuidos na forma de frete ou ajuda na gasolina).
Nos próximos dias, tento arranjar fotos igualmente boas do Gui e da Carol, para apresentá-los a vocês. Se não conseguir, dou um jeito de o Pedro vir dormir aqui um dia, e fazer isso por mim.
Meu carro, para quem não sabe, ainda está em Porto Alegre, sob os suspeitos cuidados de minha mãe. Ter um dos carros mais roubados do país e morar num dos bairros com maior incidência de furto e roubo de carros na cidade, resulta em um seguro proibitivo.
Graças à caridade e boa vontade do Gabriel, no entanto, isso não significa que eu já não tenha começado a me aventurar pelas ruas da cidade. Diferente das vezes em que vim para cá a trabalho, agora presto atenção ao máximo de detalhes nos meus deslocamentos pela cidade (de táxi, carona ou qualquer outro meio de transporte sobreterrâneo) para, quando tenho a oportunidade de dirigir, não me perder.
Até agora, tem funcionado. Já me aventurei pelos lados da Barra Funda e Pompéia (com direito a compras no Zaffari, o que merecerá um post só seu em breve), encarei a Marginal Pinheiros em viagens à USP e ao Shopping Villa Lobos, além de um passeio por Augusta e arredores – este com o Gabriel de co-piloto, é verdade. Nunca me perdi. No máximo, calculei errado alguma entrada e tive que fazer uma volta na quadra.
Para quem não conhece a cidade, nem está com vontade de recorrer ao Google Maps, é importante notar que nenhum desses percursos deve ter me levado a mais do que 10 km de casa. Mas, dado o curto tempo de moradia na cidade e o depender do empréstimo de carro alheio, podem ter certeza de que tenho me divertido horrores com essas oportunidades.
(foto do Flickr do Peterson Chaves)
Não, não é literalmente. Mas se o clima paulistano, até a semana passada, estava lembrando Brasília, agora migramos um pouco mais para o norte. Os dias começam parcialmente nublados, quentes e úmidos. As horas passam, o tempo piora e, no final do dia, como ilustrado acima, o mundo desaba*.
Confesso que prefiro o tempo seco, de menos suor e muito tatu no nariz. Mas, mesmo com o significativo aumento da umidade, minha asma e rinite continuam inativas. Então, a única coisa que sobra para reclamar é que, com este clima, ficamos privados do famoso pôr-do-sol à varanda da agência.
Pôr-do-sol, este, que, depois de imortalizado pela minha máquina fotográfica, recebeu merecido tratamento photoshopístico por parte de meu genitor, e agora pode ser devidamente apreciado em toda sua gama de cores.
*Tá, na verdade eu apaguei acidentalmente a imagem que mostrava o mundo desabando. Dessa forma, vocês vão ter que se satisfazer com esta foto que mostra, apenas, o quão molhada ficou a Av. 9 de Julho.