
Até vir morar aqui, São Paulo sempre me foi sinônimo de dor de garganta. Em minha última visita à cidade, voltei para Porto Alegre com uma traqueíte responsável pela maior crise de asma que tive até hoje – com direito a ter que agüentar a falta de ar na marra, depois de ter excedido em muito a dose aceitável de Berotec.
Pois esta semana, quatro meses mais tarde, acabei arranjando minha primeira dor de garganta depois da mudança. Nada muito grave – uma nota 4, dentre as que já tive até hoje -, mas o suficiente para me deixar sem vontade de sair da cama senão para preparar um chocolate quente. Além deste, o pacote completo: gargarejos com salmora, anti-histamínico para a crise de rinite, analgésico pra dor de cabeça, silêncio e cama para relaxar.
Quer dizer, quase completo. Fato é que, desde que cheguei aqui, exceto por alguns raríssimos casos de desconforto ao ir dormir, minha asma está como que curada. Se antes eu tinha três “bombinhas” – uma no carro, uma na mochila e uma na casa da Mirella – para evitar a chance de ter uma crise sem elas por perto, hoje tenho apenas uma que passa o tempo inteiro dentro de uma gaveta, no quarto.
Ou seja, se uma dor de garganta eventual é o preço a pagar para não sofrer mais com minha asma, podem continuar mandando a conta aqui pra casa.