Meu carro, para quem não sabe, ainda está em Porto Alegre, sob os suspeitos cuidados de minha mãe. Ter um dos carros mais roubados do país e morar num dos bairros com maior incidência de furto e roubo de carros na cidade, resulta em um seguro proibitivo.
Graças à caridade e boa vontade do Gabriel, no entanto, isso não significa que eu já não tenha começado a me aventurar pelas ruas da cidade. Diferente das vezes em que vim para cá a trabalho, agora presto atenção ao máximo de detalhes nos meus deslocamentos pela cidade (de táxi, carona ou qualquer outro meio de transporte sobreterrâneo) para, quando tenho a oportunidade de dirigir, não me perder.
Até agora, tem funcionado. Já me aventurei pelos lados da Barra Funda e Pompéia (com direito a compras no Zaffari, o que merecerá um post só seu em breve), encarei a Marginal Pinheiros em viagens à USP e ao Shopping Villa Lobos, além de um passeio por Augusta e arredores – este com o Gabriel de co-piloto, é verdade. Nunca me perdi. No máximo, calculei errado alguma entrada e tive que fazer uma volta na quadra.
Para quem não conhece a cidade, nem está com vontade de recorrer ao Google Maps, é importante notar que nenhum desses percursos deve ter me levado a mais do que 10 km de casa. Mas, dado o curto tempo de moradia na cidade e o depender do empréstimo de carro alheio, podem ter certeza de que tenho me divertido horrores com essas oportunidades.
(foto do Flickr do Peterson Chaves)

