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goodbye by paulobro

Não fosse lembrado por um e-mail do meu pai, teria passado em branco, mas o fato é que, no último dia 14, completei um ano como morador de São Paulo. No dia 19, aparecia o primeiro post por aqui.

Sendo este um blog cuja principal função é atualizar os que ficaram distantes sobre o cotidiano paulistano, pareceu que este seria um momento protocolar de fazer algumas considerações sobre a experiência, até agora.

A CIDADE
Demorou para sentir-me um morador de São Paulo. Não consigo citar um momento específico, mas posso garantir que não foi antes de mudar de emprego e de casa que me livrei daquela sensação de estar viajando a trabalho, podendo voltar pra casa a qualquer momento.

Hoje, no entanto, não me imagino morando em outro lugar do Brasil. Pensar num futuro profissional aqui é pensar em fazer coisas diferentes, em um monte de gente fazendo coisas legais, experimentando e descobrindo oportunidades. E é algo que, sinceramente, nenhuma outra cidade me passa – especialmente não Porto Alegre, onde parece que qualquer mercado é dominado por uma ou duas grandes empresas, com pouco ou nenhum incentivo para inovar.

Por outro lado, morar em São Paulo é abrir mão de algumas coisas importantes, o que me faz achar que meus dias por aqui estão contados. É uma cidade barulhenta, poluída e com gente demais. Mesmo que tivesse dinheiro para, por exemplo, morar em uma casa em um bairro mais afastado e sereno, não teria como fugir de um trânsito infernal diariamente.

Mas, por ora, os prós são muito superiores aos contras.

A VIDA
A vida segue interessante, por assim dizer. Ainda há muito por arrumar, muito por se ajeitar. A mudança ainda não foi totalmente resolvida, as finanças ainda não foram normalizadas depois da chegada da Mirella, e uma série de frilas impede que tenhamos o tempo e a calma necessários para tentar botar ordem nas coisas.

Porém, como diria o pai do Calvin, tudo isso ajuda a construir caráter. É bom sentir-se fora da zona de conforto, ainda mais se coisas boas aparecem no horizonte. E o que mais importa, que é a vida em casal, vai muito bem, obrigado.

ENFIM
O resumo da ópera, então, é que tudo vai bem, e que morar em São Paulo está sendo uma ótima experiência. Aos que quiserem ver ao vivo, a casa é pequena mas há um colchão para receber as visitas. Só não pode reclamar da bagunça.

E que venha mais um ano. Quem sabe, com posts mais frequentes.

Como havia dito quando do post sobre a chegada da Mirella, esperava-se pra dali alguns dias a chegada da mudança e seus subsequentes efeitos positivos, como o de passar a ter panelas em casa. No entanto, entre uma casa que nem cama tinha para um verdadeiro lar, há que se passar por um processo de bagunça e sujeira que parece que nunca irá acabar.

Antes e durante: cozinha

Primeiro, claro, houve pelo menos uma semana de tensão e enrolação entre a data que a Giulian Mudanças prometeu que a mudança chegaria e essa efetivamente aparecer por aqui. Mas, como a espera total foi de menos de 10 dias e tudo chegou no mesmo estado em que deixou Porto Alegre, consideramos que esta parte do processo foi um sucesso total, visto as histórias de horror por que muita gente acaba passando.

Antes e durante: sala

Duas semanas depois, quase tudo já está esvaziado. Como previsto originalmente, foi preciso um pouco de improvisação para encontrar espaço para tanta roupa e sapato. Também, como comentei no Twitter, fiquei realmente impressionado com a quantidade de copos que não parava de surgir das mais variadas caixas. E agora é a NET que, como previsto, está nos enrolando na transferência do serviço de POA pra cá – um pouco, verdade, por culpa da Mirella que acabou trazendo o modem para cá, ao invés de deixá-lo para ser entregue com o decodificador, em seu apartamento antigo.

Enfim, tudo dentro do esperado. Novidades virão conforme o desenrolar dos dias.

Mirella ao computador

Para todos remotamente interessados, não há de ser novidade. Porém, ainda assim merece o registro: desde o último domingo, a srta. Mirella Nascimento trocou a valorosa capital gaúcha pela terra da garoa e, agora, coabita este diminuto apartamento comigo.

Depois de oito anos de RBS, deixa a edição do ZH Moinhos para ser editora júnior no G1, ou seja, deixa a filial para prestar seus serviços à matriz. Ficamos, agora, na expectativa da chegada da mudança, que deve ser responsável por, enfim, tornar este habitáculo em um lar, munido de ítens básicos de sobrevivência como uma cama de verdade e panelas. Quem sabe, então, tomarei coragem de tirar fotos do dito cujo para dividir com quem as solicita.

Iceland Whatever Hotshop

Enviado hoje, para todos os funcionários da CUBOCC:

Pessoal, o ar condicionado da sala do servidor esta com problemas, entao para evitarmos danos no servidor mantenham todos os outros ligados os ventiladores onde estiverem e as janelas fechadas.
Isso é provisorio…quem vier trabalhar no feriado traga blusa.

Acho que vou me mudar pra agência enquanto durar o “provisório”.

(foto por Lou Martins)

Da janela do apê

Enfim, estou de casa nova. Ou apartamento, para ser bem específico. E esta vista do belo prédio do Centro Brasileiro Britânico é o que se enxerga da minha nova janela.

Ainda que tenha trocado de bairro – da Vila Madalena para Pinheiros -, na verdade estou a coisa de quatro quadras de distância da morada antiga. De morador de uma comuna em uma mansão digna de uma pornochanchada, passei a exclusivo morador de um diminuto apartamento de 40 m² ainda precisando de uma série de utensílios e móveis.

As próximas semanas serão de dar ordem à bagunça, começar a mapear e controlar os gastos, e comprar alguns itens de necessidade básica, começando por uma cadeira de escritório para o meu quarto, antes que eu acabe arranjando um problema de coluna. Muita diversão e confusão me esperam.

Chuva, enfim

Entre o Twitter, conversas no MSN e listas de discussão, e a atividade lá no site de Rexona, desnecessário dizer que não morri. Mas quanto à falta de posts por aqui ou qualquer outro de meus blogs, a explicação é tão simples quanto estapafúrdia: o calor.

Sem ar-condicionado, ao chegar em casa não havia força de vontade nesse mundo para sentar em frente ao computador e ainda querer produzir alguma coisa. Mas, enfim, a chuva chegou, regou as plantas e refrescou a cidade. E depois de um sábado dedicado a botar o sono em ordem, o domingo apresentou-se dia produtivo, de organizar arquivos, planejar a mudança e, até, escrever em blogs.

Opa, mudança? Sim, mudança. Nesta segunda-feira, se Murphy e a burocracia de DOIS bancos permitirem, concretizarei minha mudança. Da mansão digna de pornochanchadas setentistas, passarei a habitar um minúsculo apartamento de 40 m², em frente ao Centro Brasileiro Britânico. Tudo para não mais sofrer as agruras de ter roommates.

Ou seja, pelos próximos meses, notícias não devem faltar para atualizar este cantinho aqui. Além disso, ainda estou devendo maiores detalhes sobre três viagens – a volta de POA para Sampa de carro, e idas a Santos e Campinas -, bem como breves comentários sobre coisas que tenho lido e assistido. Aos poucos, creio, o ritmo retorna ao normal por aqui.

entrada

Ainda nem consegui tirar minhas tralhas das caixas, e já passei por outra mudança: a LiveAD mudou de sede. Deixamos pra trás a casa da Vila Madalena que já estava parecendo um lar chinês, tamanha a falta de espaço, e tomamos conta do que um dia foi a sede da Bola, à beira da Av. 9 de Julho.

E se vocês acharam que meu quarto estava bagunçado, é porque não viram o que está a nossa nova sede nesse primeiro dia. Ali em cima, temos Perurena e Pinho a trabalhar na bancada do lobby de entrada, na bagunça que recebe quem vem nos visitar. Abaixo, temos a sala principal de trabalho, que por ora é a menos bagunçada.

principal

Nossa cozinha, em tal estado de depredação que até fazer café se tornou uma tarefa hercúlea:

cozinha

Mas mesmo com a bagunça, e a maior distância de casa (ao invés de ir a pé trabalhar, hoje tive que arcar em R$ 17 de táxi), esta nova sede tem uma grande vantagem, incansavelmente festejada por meu colega Ian Black: a vista.

vista

Desejem-nos sorte. Ah, e se quiserem ver as fotos maiores, é só clicar nelas e olhar no Flickr, em seu tamanho original.

Mudança_1

Quando fiz o primeiro orçamento para o envio da minha mudança para São Paulo, a empresa com a qual acabaria por fechar negócio me havia estimado 20 dias entre recolhimento e entrega. No dia em que foram à minha casa buscar e empacotar tudo, informaram que com a minha carga estariam fechando um caminhão para enviar para a capital paulista e, dessa forma, minhas coisas chegariam em, no máximo, sete dias.

Considerando todas as histórias de horror que já ouvi em relação a empresas de mudança, bem como a previsão inicial que haviam me passado, aquilo pareceu-me por demais otimista. Qual não foi minha surpresa quando, nesta segunda-feira, recebi uma ligação (ou o Gabriel, na verdade, cujo telefone eu tinha deixado como contato) informando que o caminhão estava em São Paulo e, depois das 21h, me entregariam tudo. Como pode-se ver pelas fotos, efetivamente o fizeram.

Mudança_2

Nem tudo, claro, foram flores. Algumas caixinhas de CD chegaram em estado deplorável, alguns livros estão meio tortos e tudo parece ter recebido uma generosa pátina oleosa de sujeira. E o único quadro que trouxe de Porto Alegre está, ao menos por ora, perdido.

Mas, no fim das contas, acho que o saldo foi bastante positivo. Agora, tenho meus livros, meus CDs e DVDs, minhas roupas e minha cama, de cujos resmungos metálicos eu já estava com saudades.

Obs.: importante deixar aqui um agradecimento especial ao senhor meu pai por, diante da falência de minha Maxxum 5D, ter-me cedido sua Sony α100, assim permitindo que eu volte a ter fotos para ilustrar estes posts.

vista do quarto

É engraçado como certos fatos têm um significado tão universal que, invariavelmente, despertam o mesmo tipo de reação em todas as pessoas. Faz apenas cinco dias que cheguei a São Paulo, mas já posso afirmar com razoável confiança que ir morar em outra cidade é um destes fatos. Em algum momento, todo mundo com quem falo ataca com a inescapável dúvida: “como estão as coisas?”

Como não sou papagaio para ficar repetindo a mesma coisa algumas dezenas de vezes, ou adicionando um bando de gente no cabeçalho dos e-mails, pareceu-me que a criação de mais um blog talvez fosse a maneira mais adequada de saciar a curiosidade alheia. Desta forma, e aproveitando-me de que um blog com endereço tão óbvio ainda não havia sido reclamado junto ao WordPress.com, aqui estou.

Mas e aí, como estão as coisas?
O pior desta situação toda – e razão para ter enrolado por dois parágrafos – é não ter muito o que contar. Desde que cheguei, minha rotina tem sido casa-trabalho-casa, com uma única exceção aberta na última quinta-feira para ir à Tok&Stok comprar um suporte para cortina de banheiro, bem como a própria.

Inclusive, outra notícia que tenho é que minha câmera digital, já há algum tempo reticente, resolveu desistir de funcionar depois apenas da terceira foto tirada após a minha chegada, de maneira que a única coisa que se salvou foi a imagem a ilustrar este post, tirada pela janela do meu quarto.

Assim, por ora, o máximo que posso oferecer a quem ainda não veio me visitar é uma breve descrição de onde vim parar. Estou morando em uma bela e enorme casa na Vila Madalena (pertinho do horrendo Instituto Tommie Ohtake), com mais três roomies: Gabriel – colega na LiveAd -, Guilherme – colega de Grupo Box – e Carol – amiga de ambos que não conhecia antes de vir pra cá. Moro, como fazia em Porto Alegre, numa edícula, podendo escolher mais facilmente entre a privacidade e quietude do meu quarto, e a socialização e diversão do resto da casa.

Estamos, todos, ainda em processo de mudanças, e a casa está em constante estado de mutação. Não é raro voltar do trabalho e descobrir a chegada de um enorme sofá e conseqüente redecoração de toda a sala de estar. Ou mesmo de uma gata, de propriedade da Carol e que, de maneira relutante, começa a se tornar parte de nosso dia-a-dia (e por minha insistência em combater sua relutância, ela já me condecorou com alguns vários arranhões nas mãos).

Hoje de manhã, como parte do trabalho, fui à USP para acompanhar os treinos gratuitos que a Nike está oferecendo para quem quiser se preparar para correr a Human Race no dia 31/08. Aos poucos, vou me encontrando geograficamente, conhecendo as redondezas e os meios de transporte, e descobrindo São Paulo. Com sorte, em breve, terei coisas realmente legais para lhes contar. Então, até lá.