Interrompemos a programação normal

Para registrar o prêmio de Melhor Curta-metragem Documentário no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro para o gaúcho (melhor em tudo, sempre) De Volta ao Quarto 666. Quem quiser conferir, na íntegra, aqui:

Além de a idéia ser muito boa e o prêmio merecido, fico especialmente feliz pelo fato de ser uma produção do Davi Pinheiro, um de meus excepcionais colegas na criação daquela sandice que foi o Pé na Porta (e cujos episódios estão devidamente eternizados pelo Jerri no mesmo Vimeo). E como disse no Facebook, espero que isso seja mais um passo no sentido de ele finalmente lançar o Porto dos Mortos que, parece, já está em pós-produção.

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Mais filmes

Continuando com a série de filmes assistidos durante o recesso em Porto Alegre, mais algumas resenhas breves. Pretendo fazer disso um costume, basicamente para que eu me lembre de todos os filmes a que assisti ao longo do ano.

(500) Days of Summer: comédia romântica que tenta não parecer uma comédia romântica. Por mais que entenda e concorde plenamente com a idéia geral da história, é um filme meio chato que vale mais pela trilha e a Zooey Deschanel. 6/10

The Blind Side: adivinhem? Melodrama americano baseado em uma história real. E mais uma vez, futebol americano. A parte mais legal, neste caso, é se tratar de uma história bem atual, já que Michael Oher, o personagem principal, estreou este ano como rookie no Baltimore Ravens. 7/10

Avatar: o único da lista a que assisti no cinema, e não faria sentido fazê-lo de outra maneira. A história é, como muitos já disseram, Pocahontas (ou Dança com Lobos, ou O Último Samurai) no espaço. Mas este é daqueles casos em que o aspecto técnico, a experiência visual, já basta. Saí do cinema imaginando que foi assim que as pessoas devem ter se sentido ao ver 2001 ou Star Wars pela primeira vez. Além de ter passado de cético para ávido defensor do 3D. 8/10

Push: é exatamente o que vocês podem imaginar pela história e atores envolvidos. Ou seja, não é só no nome que ele lembra Jumper. Mas, querendo um filme de ação bobo para se divertir, uma ótima pedida. 6/10

Primer: depois desta tirinha do XKCD, impossível não ficar curioso para ver este filme independente de ficção-científica. Também por causa dela, já imaginava um tremendo mindfuck, mas confesso que não achei tão complicado assim. Claro, não espere uma história com começo, meio e fim, nem mesmo que tenha só uma interpretação. Mas a impossibilidade de se entender 100% do que está acontecendo ou sendo falado é parte importante de ser um filme tão empolgante. 8/10

Kobe Doin’ Work: quem gosta um pouquinho só de esporte é obrigado a assistir a esse filme. E quem se interessa minimamente por ver o quanto alguém pode ser apaixonado e dedicado àquilo que faz, também. Uma aula de tudo. 9/10

Where the Wild Things Are: devia ser um curta de 10 ou 15 minutos. A direção de arte é realmente fantástica, mas ao estender a história, Spike Jonze e Dave Eggers criaram um filme enfadonho e sem emoção. 5/10

Invictus: pior filme do Clint Eastwood desde o Space Cowboys. Personagens unidimensionais (o que é o fim da picada em filme baseado numa história real), atuações em piloto automático e aparentemente nenhum interesse pelo assunto principal do filme, que é o rugby. 4/10

Semana do audiovisual

Há pouco mais de uma semana, encontro-me tecnicamente desempregado – mais sobre isso em breve. Enquanto toco alguns frilas na base do home office e troco o dia pela noite, passando madrugadas em claro enquanto Mirella dorme, acabei retomando o costume de assistir a filmes e séries no computador.

Então, enquanto não escrevo sobre minhas novas aventuras e desventuras profissionais, achei que uma boa maneira de encher um pouco de linguiça por aqui e atualizar o pobre blog abandonado desde Julho era fazer breves comentários sobre os vários filmes a que assisti nas últimas semanas.

O estilo é meio roubado do Fanti, embora duvido que eu chegue perto da qualidade dele para isso. Nem todos são filmes – um é uma série de TV -, nem todos foram vistos no computador – um vi na TV e outro fui ao cinema assistir, com Mirella. Mas é isso, quem sabe sirva pr’alguma coisa, pr’alguém.

We Are Marshall

We Are Marshall: típico melodrama americano baseado em uma história real. Sabemos tudo que vai acontecer antes mesmo dos créditos e, ainda assim, é bom de assistir. E o fato de envolver esporte não atrapalha em nada. 7/10

The Boat that Rocked

The Boat That Rocked: uma desculpa para passar 2 horas assistindo a ótimos atores – especialmente Bill Nighy, que está fantástico – embalados pelo melhor da música dos anos 60 e, nitidamente, se divertindo muito. Duvido que alguém dê falta de um roteiro. 8/10

The Da Vinci Code

Da Vinci Code: no cinema, teorias da conspiração são sempre divertidas. Mas confesso que o terceiro ato é meio James Bond demais pro meu gosto. 6/10

Antichrist

Antichrist: pior. filme. da. história. Sério, tirou o lugar de “Cara, Cadê Meu Carro”. Faz o resto da obra do Von Trier parecer uma obra-prima, com o detalhe que abomino tudo a que já assisti dele. -1/10

The Hangover

The Hangover: o Judd Apatow que me desculpe, mas essa é a melhor comédia escrachada já produzida pelo revival oitentista do gênero. Debra Neil-Fisher, responsável pela montagem do filme, merece um Oscar. 9/10

Ghosts of Girlfriends Past

Ghosts of Girlfriends Past: uma comédia romântica um pouco mais honesta que a média, já que entrega o interesse dos personagens principais já nos primeiros 20 minutos de filme. Porém, exceto por uma cena envolvendo um carro antigo e “Burning Love”, não tem muita coisa que se aproveite. 3/10

 Adventureland

Adventureland: fim do colégio, jovens virando adultos, um adolescente estabanado descobrindo o verdadeiro amor. Uma fórmula infalível, para mim. Porém, mesmo dentre os filmes de “coming of age“, esse é um dos meus preferidos. Inclusive, é um dos melhores filmes a que assisti em muito tempo. A trilha sonora, aos cuidados do pessoal do Yo La Tengo, é absolutamente impecável, e quem não terminar o filme levemente apaixonado pela Kristen Stewart é porque não tem coração. 10/10

Twilight

Twilight: minha curiosidade tinha sido despertada depois de assistir ao trailer de New Moon, quando fui ver The Hangover. Juntando isso ao crush pela Kristen Stewart por causa de Adventureland, acabei me rendendo. No entanto, a história é realmente boba e, pior, as atuações deixam bastante a desejar – é curioso que seja tão dificíl acreditar no casal na tela, sendo que acabaram virando um casal na vida real. Mas a continuação ainda me parece interessante. 6/10

Stargate Universe

Stargate Universe: o primeiro Stargate sério e com bom orçamento começou bem mas, já em seu quarto episódio, tá começando a cansar. Espero que passem logo da fase “descoberta” e surpresas com a nave, bem como que o personagem de Robert Carlyle deixe de ser tão caricato. Ainda tenho esperanças de que pesem menos a mão nos próximos capítulos. 6/10